A Troikização do Ensino Superior
Movimentos2011Vasco DiasCom a 3ª propina mais cara da Europa e um dos salários mais baixos da zona euro, já sabemos que a troika portuguesa composto por Passos Coelho, Vítor Gaspar e Nuno Crato pretendem superar as “metas” impostas pela troika e cortar ainda mais no Ensino Superior.
Numa altura em que está previsto um corte no ensino superior de aproximadamente 178 milhões de euros no Orçamento de Estado de 2012, as universidades tentam obter outras formas de financiamento autónomo. Por um lado há a possibilidade de vir a aumentar o valor das propinas, contudo este apenas representa somente 5 a 7% do total das receitas por parte destas instituições. Outra das possibilidades que estas têm vindo a encontrar tem sido a passagem a fundação, que abre as portas à degradação contínua da escola pública, levando à entrada de empresas e corporações nas universidades, no qual os responsáveis dessas mesmas entidades têm a possibilidade de ter um representante nos órgãos de gestão das faculdades, lugar esse que vai sendo retirado à representação dxs alunxs.
Na concepção capitalista, só devém estar nas universidades somente quem têm possibilidades para tal, o que leva à constante elitização do ensino público,e tem sido esta a postura do actual governo troikista do PSD e CDS. Desta forma, remete-nos para outro problema que a maioria dxs estudantes portugueses atravessa neste momento. Com a 3ª propina mais cara da Europa e um dos salários mais baixos da zona euro, já sabemos que a troika portuguesa composto pelo P. Passos Coelho, Vítor Gaspar e Nuno Crato pretendem superar as “metas” impostas pela troika, e como tal, para o orçamento do próximo ano estão previstos cortes nos serviços de acção social na ordem dos 5,2 milhões, ou seja, menos 3 milhões de euros em relação a 2011 para apoios em áreas como o alojamento, bolsas de estudo, alimentação, transportes e alimentação, basicamente aquilo que qualquer estudante necessita para poder viver e estudar.
No protesto de 15 de Outubro, muitxs estudantes organizaram-se de forma a demonstrar o descontentamento da população em geral dando voz por uma democracia representativa e pelo fim da precariedade da vida, neste que foi um protesto global contra as actuais condições de vida dos 99% da população contra o 1% que detém todos os meios de riqueza e produção que são de todxs. Deste modo, é mais do que nunca necessário continuar esse combate no sentido de uma escola pública ‘tendencialmente’ gratuita (assim como prevê o artigo 30º da Constituição) e acessível para todxs e lutar contra a precariedade das condições de trabalho e os níveis de desemprego, tendo em conta que anos após ano, milhares de estudantes concluem os seus cursos e rumam directamente para o desemprego ou são trabalhadores a recibos verdes.
Assim, os estudantes são convocados a estar em solidariedade para com xs trabalhadxres, aderindo à Greve Geral de 24 de Novembro, de forma a poder construir pólos de resistência a esta austeridade que os sucessivos governos neoliberais têm vindo a implementar. O momento é agora, lutemos unidos!