O jornal Combate em linha, 1999–2003
Antes da revista, o jornal teve três sítios em alojamentos gratuitos: terravista.pt (1999), usuarios.lycos.es (2002) e pwp.netcabo.pt/jornalcombate (2002–2003), onde saíram treze edições mensais. Todos desapareceram; o que aqui está foi recuperado das cópias do Internet Archive e do Arquivo.pt.
Julho e agosto de 200210 artigos
Setembro de 20029 artigosOutubro de 20029 artigos
Novembro e dezembro de 20029 artigos
Janeiro de 20039 artigos
Fevereiro de 200314 artigos
Março de 200310 artigos
Abril e maio de 200312 artigosJunho de 200313 artigosJulho de 200312 artigosSetembro de 200314 artigosOutubro de 200313 artigosNovembro e dezembro de 200317 artigosComo o jornal se apresentava
Da página «História» do sítio de 1999.
O combate define-se pelos três pilares de uma crítica total da política que existe,
lido pelos que preferem a insubmissão à comodidade, o combate sabe o que a esquerda esquece,
conhece os fundadores, lê Marx ou Lenine, lembra a coluna Durruti ou os fuzilados de Moscovo, Sacco e Vanzetti ou Miguel Enriquez.
O combate viveu ocupações e movimentos urbanísticos populares, discussões e afrontas sobre a
propriedade, movimentos contra as propinas, mobilizações pelos direitos das mulheres, o combate
fez campanha por Bobby Sands, reclamou os direitos dos soldados e fez renascer o anti-papismo,
descobriu os meandros da justiça e das prisões, pensou sobre o direito dos doentes e discutiu todas
as dependências, das drogas à Televisão. Ao longo de tantas edições, fez-se um dos inventários
Tudo isso foi partilhado por redactores, colaboradores e leitores. Foi assim porque queremos, não
Lugar de utopias, onde se juntam as e os insatisfeitos com o encantamento utópico, os
combatentes destes combates animaram e animam discussões e opções que marcam o futuro.
Porque não aceitam o embalo dos subsídios, o consolo da euro-dependência, a troca de fundos por
direitos e de promessas pelos escassos poderes de decisão: a Europa, imposta por tratados e
regras e comissões e governantes contra os direitos europeus da tradição da luta pela democracia,
De fim de século, dirão os jornalistas de uma imprensa tradicional à procura do título magazinesco.
Pois, de fim de século, porque o artificialismo de uma construção brutalizante, regida por banqueiros
frenéticos e por monetaristas destemperados, se vai impondo contra um começo que podia e devia
ter significado convivência em paz e cooperação social. A Europa que resiste em alternativa só
pode sobreviver se se desenvolver a partir do socialismo, do respeito dos direitos nacionais e da
defesa do programa mais importante que tem que redefinir a esquerda: a luta pelo pleno emprego.
Cidadania e direito ao trabalho, o direito à vida contra o direito à propriedade, a opção é concreta e
imediata, em nome de dezenas de milhões de excluidos. E esse tem sido este combate. Sim, para
Ao longo de duzentas provas, o combate mostrou que pode haver uma na imprensa portuguesa.
Porque não nos contenta a representação sem apresentação nem a delegação sem opinião. Porque
a ideia e a informação, o debate, o esclarecimento, a confrontação, e finalmente a escolha não são
produtos e não os colhemos em mercados. Saber e informar não é consumir: é produzir. E por isso
os direitos cidadãos não se podem restringir ao pobre horizonte de uma imprensa comercial, de
televisões escandalistas e de rádios publicitárias: informar é ganhar o direito de dar opinião, de
olhar e interpretar, de contar e de discutir. O combate assume esse papel, toma posição, luta por